Mão Dupla

Em 1962, servi o Exército em Brasília e não conseguia me relacionar com nenhuma garota. Por essa razão, foi com muito espanto que observei uma me dando bola, num
belo dia de sol. Juro que não acreditava que isso pudesse acontecer. Aproximei-me dela.

Estávamos na fila para uma sessão de cinema. Não tirei os olhos da garota até entrarmos na sala de projeção. Assim que as luzes se apagaram, sentei-me a seu lado. Como quem não quer nada, colei uma de minhas pernas na dela. Ela gostou; não se afastou, o que muito me encorajou, pois eu estava naquela de soldado havia alguns meses e tesão era o que não me faltava.

Ainda numa de bobo, fui roçando nas pernas da garota que, por sinal, eram roliças e muito bem-feitas, além de grossas, fora do comum. Passei a acariciar sua nuca, com uma das mãos sobre o encosto de sua poltrona. Depois, colamos os rostos e eu a puxei para junto de mim.

Nessa posição, consegui beijá-la na face. A esta altura eu já estava excitadíssimo e meu pênis acabou babando toda a minha cueca. Talvez por eu ser tímido, nesse dia não fomos além disso, mas consegui ao menos pegar o seu telefone e endereço.

Na minha primeira folga depois desse episódio, liguei para ela. Claro que passei toda a semana me masturbando, esperando o momento de revê-la. Marcamos um encontro duas quadras além do Hotel Nacional. Ela me dissera que tinha um fusquinha e poderia me pegar naquele local.

Cada minuto de espera parecia uma eternidade. Só de me lembrar de seu hálito, suas coxas, sua língua quente, eu tremia como um adolescente apaixonado. Finalmente ela chegou e nos fomos para o largo. Mostrei-lhe um lugar discreto entre arbustos, onde ela estacionou o carro.

Começamos a falar de amenidades, pois eu tinha medo de constrangê-la com certas perguntas. Muito de leve, começamos a nos beijar, exatamente onde havíamos parado naquela sessão de cinema: eu todo molhado e ela sedenta de sexo.

Nesse dia a gente começou a transar de tarde. O sol se pôs da cor mais bonita que eu já pude assistir. Tornamos a transar. Depois do pôr-do-sol, já à noite, transamos pela terceira vez. Eu me sentia um monumento nacional. Gozamos três maravilhosas vezes.

Entre um gozo e outro, eram carícias de extrema delicadeza. De repente, ela começou a choramingar baixinho. Fiquei confuso. Não podia acreditar que ela estivesse infeliz, pois para mim o que nos acontecia era o auge da felicidade.

-Que foi que houve? -Perguntei.
-Nada. Não é nada, amor, respondeu-me com voz embargada.
-Por que está chorando? Não gostou? Se for isso, vamos embora e fingimos que não nos conhecemos, disse, temeroso de ela aceitar minha proposta.
-Não é nada disso, amor, disse ela. Muito pelo contrário. Eu gostei. E muito. É que eu queria lhe pedir uma coisa, mas não sei se você iria gostar...


Pensei no que poderia ser. Mil coisas me passaram pela cabeça. Idéias até ruins, outras sensacionais. Imaginei que talvez ela quisesse apanhar, ou gostasse de bater, sexo oral, anal; enfim, fiquei inseguro. Afinal, depois de gozar três vezes, o que mais aquela deliciosa mulher poderia estar querendo? Perguntei-lhe:

-O que você deseja fazer, pode ser aqui neste lugar? Pode, respondeu-me ela, animada e segura. Então diga o que é, que eu faço, retruquei, ainda amedrontado.
-Mas é que eu tenho vergonha. Você não pode se virar de costas para mim? Disse sorrindo.

Precisei criar coragem. Não conseguia entendê-la bem. Ficamos a nos fitar por breve tempo. Virei-me de costas. Nós já estávamos vestidos, pois já havíamos combinado ir embora e até outro encontro já estava marcado para o meu próximo dia de folga. Ela passou uma das mãos pela minha cintura e abraçou-me por trás. Com a outra, acariciava meu pênis, e com o corpo roçava em minhas nádegas, ainda sob as roupas.

Quando percebeu que eu já estava de pênis ereto, desabotoou meu cinto de guarnição, desceu minhas calças e me empurrou para o pára-lama do carro, forçando-me a debruçar-me sobre o capô, o que fiz ainda com a mente povoada de receios. Ela levantou a saia e tirou a calcinha de náilon transparente e recomeçou a roçar as minhas nádegas:

-Posso fazer assim com você, meu amor? Isso não te grila não?, Perguntou, com voz apaixonada e trêmula.

Nada respondi. Simplesmente deixei, pois até estava gostando. Ela continuou:
-Tá bom? Quis saber. Hein? Ta bom? Diga, pelo amor de Deus!
-Tá, respondi secamente, enquanto ela me possuía num fogo e num gingado extremamente excitante.

Dizendo frases que eu jamais ouvira antes, ela passou a masturbar-me, enquanto me roçava nas nádegas já avermelhadas pelos grossos pêlos que cobriam sua vagina. Depois, quando percebeu que eu iria gozar, colou a mão que acariciava meu pênis diante de minha glande e implorou que eu derramasse meu esperma na sua palma.

Atracou minha nuca com seus claros e belos dentes, e juntos, mais uma vez, fomos ao zênite do prazer. Durante sete meses formamos um par que trocava as mais espetaculares satisfações sexuais. Inclusive, certa noite, a três, pois ela trouxe uma colega. A última transada era sempre como acabei de descrever: ela me roçava como se me possuísse, de uma forma inenarrável. E como isso era gostoso!

Enviador por email - autor anônimo

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