Minha Diretora

Embora pertença a uma família de posses, eu tinha vontade de trabalhar como professora, para preencher um dos aspectos da minha vidinha um tanto vazia, aos vinte e cinco anos de idade. Os elogios, a paparicação e o trato que os rapazes que saiam comigo costumavam me dar, me chamando de boazuda, tesuda, gostosa etc., não estavam satisfazendo nem a minha vaidade.

Deixando a modéstia de lado, sei que sou um pedaço de mulher, uma mulher para quatrocentos talheres, e talvez por isso o assédio dos homens não só não estivesse me fazendo a cabeça como também passando das medidas. Era demais, não tinha novidade na coisa.

Eu tinha mesmo era que trabalhar e dar um outro sentido å minha vida. 0 lado afetivo também deixava muito a desejar - eu não estava querendo ser apenas desejada, queria ser amada também. Soube por intermédio de amigos que havia uma vaga em certa escola particular e lá fui eu toda perfumada e bem vestida, as nove horas da manha, me apresentar.

A diretora era uma balzaquiana com seus prováveis trinta e oito anos, charmosíssima e alinhada Me recebeu tão bem e foi tão atenciosa que fiquei admirada e surpresa, primeiro porque as mulheres não costumam ir com a minha cara e, segundo, que, com essa falta de emprego que ha por ai, não te mandam nem sentar pra não criar expectativas inúteis.

Sentada diante dela em seu gabinete no colégio eu me sentia atravessada pelo olhar perscrutador da dona Neide, devassando não só o meu corpo como também a minha alma. Um pequeno inquérito sobre os meus antecedentes - formação escolar, aplicação - e depois outro sobre as minhas preferências e gostos pessoais, sobre o meu modo de ser etc., e o olhar me queimando distraidamente as pernas, o pescoço, ela era toda ouvidos para o que eu dizia, parecia medir, avaliar, saborear palavra por palavra.

Ela era carinhosa, mas terrivelmente invasora, controladora ou curiosa, não sei. Sei que aquele dia sai dali com um medo vago daquela mulher tão envolvente e dominadora, diante de quem eu me sentia uma garotinha idiota e sem nenhuma vivência. Ela me fizera falar, me abrir, e não abrira um milímetro da intimidade dela.

No dia seguinte imaginei que eu estava pondo chifres em cabeça de cavalo, e fui a hora certa para a casa dela fazer um teste, segundo havíamos combinado Ela estava com muito trabalho no colégio, me disse, e ali não lhe dariam sossego um instante.

Logo que cheguei e dei com ela vestida com um short e uma blusinha, pude ver como ela era portadora de tremendos predicados físicos os quais não davam para perceber naquelas roupas austeras que usava no colégio. Estava sem os óculos e soltara os cabelos arruivados que escorriam sobre o colo e os ombros cobertos de sardas.

Para mim, que sou morena, cabelos e olhos pretos, um tipo assim arruivada é algo para se admirar, como aquilo que é muito diferente da gente. Apesar da estatura média, posso dizer que se tratava de um mulherão. Mas antes que eu pudesse tecer todas estas considerações a respeito da dona Neide, ela já tinha me recebido com um abraço, de corpo inteiro, apertando-me contra o seu corpo e me beijando demoradamente no rosto.

Fiquei sem saber como agir, como me colocar, vermelha como um pimentão. Ela ignorando meu constrangimento e me deixando ainda mais confusa, me pos sentada no sofá da sala e sentou-se ao meu lado bem pertinho. Eu podia sentir a respiração dela bafejando o meu rosto, e achava estranha aquela proximidade, mas não conseguia me mover.

Então ela começou a falar de coisas corriqueiras que nada tinham a ver com o que estava para se passar, da sua profissão, do seu cotidiano no colégio, e ao mesmo tempo me tocava primeiro os cabelos, ajeitando-os. Depois o rosto, elogiando a perfeição das linhas e acariciando-o, suas pernas já roçavam as minhas, ali seria o momento de me levantar e ir embora sem dizer nada, mas eu estava paralisada, ela tinha me colhido em sua teia como uma aranha colhe um pequeno inseto para devorar.

Mas eu ainda não tinha consciência total disso e, apesar de intrigada e, mais do que isso, assustada, me entregava ao fascínio que ela exercia sobre mim. Ela tinha uma sensibilidade, uma percepção total de tudo isso e, mesmo sabendo que eu não era uma iniciada, sem grande esforço chegou aonde queria chegar colou sua boca na minha e me beijou demoradamente, e eu correspondi entreabrindo os lábios.

Foi o sinal verde para ela agarrar os meus seios e percorrer as minhas pernas com a língua. Eu estava a sua mercê e ela sabia disto, tanto que não falou mais. Puxou-me pela mão e levou-me para o quarto. Sem pressa tirou minha roupa e me deitou sobre a cama, apenas de calcinha.

Da roupa dela ela se desvencilhou rapidamente para se estirar ao meu lado. Afogueada, me puxou contra ela, me beijou a boca novamente, esfregou os seios nos meus seios e começou a me acariciar o corpo inteiro. Nestas alturas eu estava com um tesão enorme, ela beijava minha boca, meu rosto, lambia minhas orelhas, meus ouvidos, percorria com a língua meus ombros, minha nuca, para só então fazer o que eu já estava louca que fizesse lamber e chupar as meus mamilos.

E com que categoria! Ela sabia o que estava fazendo. Seus lábios foram descendo úmidos e quentes pelo meu umbigo, deram a volta em tomo do meu sexo e foram roçar e lamber as minhas coxas, ai, meu Deus! Só de me lembrar estou aqui ardendo de desejo ,eu estava totalmente entregue aquela mulher que me colocava em estado de alucinação sexual.

Deixei que ela me tirasse o biquíni, totalmente passiva e entregue, esperando os desígnios de quem estava me fazendo sentir tanto desejo. Meu desejo era o desejo dela. Ela se abraçou as minhas coxas e repousou o rosto sobre o negrume dos meus pelos.

Minhas pernas se abriram e eu provei a delicia daqueles lábios, língua e roçar de dentes percorrendo o meu sexo latejante, cheio de desejos Subi as nuvens. Com a língua ela me produzia uma sensação fantástica de prazer e volúpia.

Me sugava com ardor como se quisesse beber (e bebia) o leite que escorria de mim, e depois a língua corria de um lado para outro feito louca, me fazendo estremecer do ultimo fio de cabelo até as plantas dos pés - não havia uma parte do meu corpo e da minha peie que não se eletrizasse, que não fizesse parte do gozo que senti dali a instantes gozei eu, gozaram meus cabelos, meus seios, meus dentes, minha língua, tudo meu gozou e continuou gozando enquanto ela ia parando lentamente, saboreando uma vez mais a abundância do liquido que escorria de mim, ela também a gemer de gozo, isso sem que eu a tocasse, pois era assim que gostava de gozar a minha querida diretora, para quem já faz um mês que trabalho.

0 comentários:

Postar um comentário

Ocorreu um erro neste gadget